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progresso

VEJAM OS CORPOS MECÂNICOS POR apenas alguns centavos Creiam, no que é novo e tecnológico Circos onde computadores realizam estripulias ao som de alguma balada sintética Tragam a família , esse teatro é um planeta só Tragam a plebe e os novos rebeldes eleitos que dançam ao luar Sirvam-se da mais pura água e aproveitem seus minutos de silêncio NESSA HORA TODOS SE SENTAM NA ARENA ,E IMOVEIS REGULAM A RESPIRAÇÃO SÓ SE OUVE O SOM DA LUA QUE ATRAVESSA A LONA E INUNDA A ARENA ESSE SILÊNCIO DURA EXATOS ALGUNS MINUTOS DEPOIS UM SOA UMA SIRENE ESTRIDENTE E TODOS SE LEVANTAM E VÃO EMBORA AGORA SÓ NA PRÓXIMA SEMANA. Não custa quase nada e o silêncio é ensurdecedor E não percam os corpos mecânicos , vejam o sexo robótico Boa noite máquina mundo , agora é hora da troca dos turnos Dos soldados operários, é hora das pílulas vermelhas A cidade dorme A cidade nunca dorme Só rompe e cria e recria Vida desgastada , prazeres com efeitos colaterais E toda aquela merda industrializada em larga escala Todo...

samo

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sou fraude como todos sou cheio com pouco sou idéias alheias passando por aqui sou agora e nunca amanhã sou tédio parado em fila dupla sou paixão que me transborda os poros carnaval de alegorias das cavernas preso em mim solto no ar preso no ar solto em mim peso nas costas cortando as ruas

geleia de rastro

tecnocratas fotosensiveis vivendo uma vida mais light ocupando menos espaço comprando mais o tempo voando mais alto morrendo mais cedo tecnocratas parados no sinal respirando seu monoxido diario puxando o gatilho da ciencia nadando contra a corrente bancaria

madames e madames

Todo dia é dia De começar de novo Uma manhã que nunca tive Não se vive duas vezes Se vive várias de uma vez só Criar meus novos Quem sabes e quem deras Quem diria Errar sempre que possível Riscar a linha da vida Cortar os pulsos do tempo Olhar com outros olhos Mas caminhar sempre com minhas pernas Começar o que terminar Com nunca Deixe sempre pegadas Para poder voltar Eu não sei talvez quem sabe um dia desses Dia qualquer sem pretensão de ser dia normal Dia sem vida sem graça como um momento que passa sem ponto nem vírgula Sem deixar vestígios sem e sempre como o vento Que passa sorrateiro em tarde vadia varando copos de plástico pelas ruas Rearrumando as folhas secas na calçada e desarrumando cabelos Em janelas de carros frestas de portas esquecidas entreabertas Dia desse aí perdido no calendário sem nada especial Sem nada para se fazer a não ser pensar no dia de amanhã Talvez dia desses eu passe por aí , ligue pra ti Te diga alguma coisa que realmente importe E aí quem sabe eu saiba ...