Por minutos absorto na sua sempre duvida entre qual filme alugar, decidiu-se dessa vez por um classico meio dramalhao meio faroeste. Deixou as duvidas e o ar condicionado para tras e começou a descer a enorme ladeira que por vezes era motivo de atraso nas devoluçoes,colocou o volume de seu walkman no maximo para tentar abafar o barulho da britadeira que trabalhava sem parar em um balanço unico e ritmado onde ja nao se sabia mais onde terminava o homem e começava a maquina.Finalmente chegava ao fim a ladeira e levava junto suas arvores de copas altas deixando caminho livre para os raios do sol invadirem por completo a calçada,pensou em tomar um suco de laranja ou comprar o jornal,tropeçou em um saco plastico ,pensou em andar mais rapido.
Caminhava sempre cauteloso quando passava por edificios de muitos andares , tinha medo de ter um tipo de azar muito peculiar onde algum vaso de planta o atingisse em cheio ou quem sabe um parafuso do decimo sexto andar com certeza fatal se perfurasse seu cranio mas seu pior receio mesmo era ter o azar de ser acertado por um suicida irresponsavel ,sempre que lembrava desse risco corria para baixo de uma marquise e ficava imaginando um corpo se espatifando ao seu lado e o sangue espirrando em sua calça,mas ate hoje nunca teve esse azar.pensou em entrar no sebo, pensou no calor na poeira e nos livros que ainda nao tinha terminado,conferiu as moedas no bolso parou para tomar um cafe mas nao tinha lugar para sentar disfarçou e saiu. Cada passo a mais era um passo a menos achava que o tempo corria melhor assim, a pilha de seu walkman se esgotava deixando a musica com aspecto fantasmagorico, preferiu desligar e se render as buzinas e ambulantes afobados, agora assobiava um hino antigo qualquer que ouvia sempre no colegio ,mas nao sabia ao certo se era da bandeira,do exercito ou de qualquer outro tema nacionalista. Parou na banca para ler por alto as noticias ,mudou a direçao de seu olhar para o ponto de onibus ,as vezes tinha vontade de entrar em um onibus que nunca tinha andado, assim sem mais nem menos so para dar uma chance para algum acontecimento inusitado ,alguma boa aventura para contar,mas com certeza se um dia ele fizesse isso nao seria em um dia de sol e calor como aquele.
Conseguiu atravessar aquele cruzamento terrivel sem ter que correr, fato raro, sua rua o aguardava com suas folhas secas no chao, seus gatos na sombra,o pedinte de muletas feitas com cabo de vassoura fumava um cigarro na sombra da placa indicando a direçao do tunel.Todos os porteiros sempre em seus postos,sempre pensava como deve ser horrivel ser porteiro,detestava a ideia de passar horas em uma portaria se sentiria sempre como se estivesse esperando alguem e isso nao lhe soava nada bem.Observava sempre os mesmos velhos carros abandonados e desviava do cabo que arrebentara do poste na ultima ventania de agosto, sempre que chegava em sua portaria relembrava a quano tempo morava ali e em suas ultimas mudanças e qual seria sua proxima apesar de sempre querer morar em casa nunca teve coragem de se mudar para uma,sempre preferiu os apartamentos se sentia menos solitario assim.
Caminhava sempre cauteloso quando passava por edificios de muitos andares , tinha medo de ter um tipo de azar muito peculiar onde algum vaso de planta o atingisse em cheio ou quem sabe um parafuso do decimo sexto andar com certeza fatal se perfurasse seu cranio mas seu pior receio mesmo era ter o azar de ser acertado por um suicida irresponsavel ,sempre que lembrava desse risco corria para baixo de uma marquise e ficava imaginando um corpo se espatifando ao seu lado e o sangue espirrando em sua calça,mas ate hoje nunca teve esse azar.pensou em entrar no sebo, pensou no calor na poeira e nos livros que ainda nao tinha terminado,conferiu as moedas no bolso parou para tomar um cafe mas nao tinha lugar para sentar disfarçou e saiu. Cada passo a mais era um passo a menos achava que o tempo corria melhor assim, a pilha de seu walkman se esgotava deixando a musica com aspecto fantasmagorico, preferiu desligar e se render as buzinas e ambulantes afobados, agora assobiava um hino antigo qualquer que ouvia sempre no colegio ,mas nao sabia ao certo se era da bandeira,do exercito ou de qualquer outro tema nacionalista. Parou na banca para ler por alto as noticias ,mudou a direçao de seu olhar para o ponto de onibus ,as vezes tinha vontade de entrar em um onibus que nunca tinha andado, assim sem mais nem menos so para dar uma chance para algum acontecimento inusitado ,alguma boa aventura para contar,mas com certeza se um dia ele fizesse isso nao seria em um dia de sol e calor como aquele.
Conseguiu atravessar aquele cruzamento terrivel sem ter que correr, fato raro, sua rua o aguardava com suas folhas secas no chao, seus gatos na sombra,o pedinte de muletas feitas com cabo de vassoura fumava um cigarro na sombra da placa indicando a direçao do tunel.Todos os porteiros sempre em seus postos,sempre pensava como deve ser horrivel ser porteiro,detestava a ideia de passar horas em uma portaria se sentiria sempre como se estivesse esperando alguem e isso nao lhe soava nada bem.Observava sempre os mesmos velhos carros abandonados e desviava do cabo que arrebentara do poste na ultima ventania de agosto, sempre que chegava em sua portaria relembrava a quano tempo morava ali e em suas ultimas mudanças e qual seria sua proxima apesar de sempre querer morar em casa nunca teve coragem de se mudar para uma,sempre preferiu os apartamentos se sentia menos solitario assim.
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